O GRANDE ESQUILO RAUL
Na orla da floresta vivia uma árvore com centenas de anos. Era um carvalho que se chamava Basílio. Dentro de seu tronco vivia o esquilo Raul.
Naquele dia o tempo ia estar bom e Raul decidiu dedicar-se a apanhar as bolotas que o carvalho tivesse deixado cair. Ele tinha de aproveitar o outono para encher o tronco do Basílio com o seu alimento preferido. Assim, quando viesse, não teria de sair em busca de comida.
Raul começou a procurar perto das raízes do carvalho Basílio e estranhou encontrar poucas bolotas, e, ainda por cima, pequenas! Raul decidiu procurar bolotas maiores em redor das árvores, porém, quanto mais se embrenhava na floresta, mais encontrava uma espécie de um objeto meio prateado. Um grande vento quente batia no seu rosto. Ele girou a cabeça de um lado para o outro na tentativa de descobrir um cheiro ruim, uma mistura de cheiro forte a galhos secos, queimados, e uma essência de folhas de árvores.
Raul começou a procurar perto das raízes do carvalho Basílio e estranhou encontrar poucas bolotas, e, ainda por cima, pequenas! Raul decidiu procurar bolotas maiores em redor das árvores, porém, quanto mais se embrenhava na floresta, mais encontrava uma espécie de um objeto meio prateado. Um grande vento quente batia no seu rosto. Ele girou a cabeça de um lado para o outro na tentativa de descobrir um cheiro ruim, uma mistura de cheiro forte a galhos secos, queimados, e uma essência de folhas de árvores.
Amedrontado, Raul regressa à árvore e encontra um cenário fora do normal.
- Mas, o que está acontecendo? - murmurou Raul.
Subiu à árvore e olhou em redor; avistou uma grande quantidade de fumaça negra. Desceu rapidamente da árvore e foi ver um velho amigo, o Martim.
- Mas, o que está acontecendo? - murmurou Raul.
Subiu à árvore e olhou em redor; avistou uma grande quantidade de fumaça negra. Desceu rapidamente da árvore e foi ver um velho amigo, o Martim.
Martim, quando o viu aproximar-se, disse-lhe:
- Olá Raul! Imagino que venhas cá para saber o que está a acontecer, certo?
- Ah, olá, Martim. Sim, venho saber o que se passa na floresta, especialmente com as árvores. O que é aquela parede grande formada por “nuvens"? Atrás daquela parede, pode existir um paraíso cheio de nozes e bolotas, daquelas grandes e doces!
- Olha, Raul, não sei se aquilo pode ser um paraíso. Ouvi dizer aos humanos que aquilo afeta os nossos amigos e os próprios humanos! A fumaça que aquele “paraíso” solta é completamente prejudicial à saúde das árvores – disse Martim suspirando.
- Ah, então é isso. Descobri a razão do Basílio estar a dar bolotas pequenas. E esse cheiro ruim vindo da floresta? - perguntou Raul, pegando nas nozes do chão e mostrando para Martim.
- ESPERA! Não brinques com isso! O Basílio está triste?! - indagou Martim, com um ar eufórico.
- Eu não estou a brincar e aqui está a prova! - murmurou Raul, enquanto entregava uma pequena bolota ao seu amigo. - Isto já está a passar dos limites! Vamos acabar com isto agora! - disse Martim com um ar zangado.
- Como? É impossível! Somos fracos, somos apenas esquilos. O que vamos fazer? Jogar nozes em cima deles?
- É, Raul, tu tens razão.
- Olá Raul! Imagino que venhas cá para saber o que está a acontecer, certo?
- Ah, olá, Martim. Sim, venho saber o que se passa na floresta, especialmente com as árvores. O que é aquela parede grande formada por “nuvens"? Atrás daquela parede, pode existir um paraíso cheio de nozes e bolotas, daquelas grandes e doces!
- Olha, Raul, não sei se aquilo pode ser um paraíso. Ouvi dizer aos humanos que aquilo afeta os nossos amigos e os próprios humanos! A fumaça que aquele “paraíso” solta é completamente prejudicial à saúde das árvores – disse Martim suspirando.
- Ah, então é isso. Descobri a razão do Basílio estar a dar bolotas pequenas. E esse cheiro ruim vindo da floresta? - perguntou Raul, pegando nas nozes do chão e mostrando para Martim.
- ESPERA! Não brinques com isso! O Basílio está triste?! - indagou Martim, com um ar eufórico.
- Eu não estou a brincar e aqui está a prova! - murmurou Raul, enquanto entregava uma pequena bolota ao seu amigo. - Isto já está a passar dos limites! Vamos acabar com isto agora! - disse Martim com um ar zangado.
- Como? É impossível! Somos fracos, somos apenas esquilos. O que vamos fazer? Jogar nozes em cima deles?
- É, Raul, tu tens razão.
Algum tempo depois ...
Martim encontrava-se dentro do tronco do carvalho Basílio. Ele escuta uma voz familiar a chamar por ele.
- O que se passa, Raul? São sete horas da manhã...- disse Martim a bocejar.
- Martim, sai de dentro do Basílio! Ouvi humanos a dizer que vão derrubar esta árvore e destruir este local à nossa volta.
- O quê?! É sério? Não, não podem derrubar o património dos esquilos! - disse Martim,com um ar de assustado, ao mesmo tempo que descia da árvore.
- O que se passa, Raul? São sete horas da manhã...- disse Martim a bocejar.
- Martim, sai de dentro do Basílio! Ouvi humanos a dizer que vão derrubar esta árvore e destruir este local à nossa volta.
- O quê?! É sério? Não, não podem derrubar o património dos esquilos! - disse Martim,com um ar de assustado, ao mesmo tempo que descia da árvore.
Um barulho perturbador ecoava na floresta, como se de uma motosserra se tratasse. O som tornava-se cada vez mais alto. Martim, como um pequeno esquilo, ficou sem reação... O tronco onde viveu anos caiu ao chão em poucos segundos.
Raul foge para a cidade, entrando numa casa abandonada, com os vidros das janelas partidos, móveis enferrujados....A cada passo que Raul dava, parecia que a casa poderia cair a qualquer momento. Raul, o pequeno esquilo, morria de medo.
Vindo de dentro de um quarto escuro, uma voz chama o pequeno esquilo.
- Raul! Raul! Por que vieste atrapalhar a minha paz? - disse uma voz grossa e medonha.
- Desculpe, amigo Coelho! O meu melhor amigo foi cortado! - disse Raul.
- E que mal faz? Mais de mil árvores derrubadas, jogadas no chão todos os dias! Cansei de salvar tudo e todos e nem sequer ganhar um pequeno agradecimento, ou um gesto de afeto.
- Ei, escuta antes de falar! Os humanos vão construir, naquele local, uma coisa igual àquela. - disse Raul, apontando para a indústria que ali havia.
- Ah, uma indústria? Tomara que utilizem filtros nas chaminés! - disse a figura estranha ainda dentro do quarto escuro.
- Este não é o único problema! E os habitats dos animais? - perguntou Raul, com indignação.
- É... tens razão. Infelizmente, não podemos fazer nada, tu és um esquilo e eu sou um coelho.
- Raul! Raul! Por que vieste atrapalhar a minha paz? - disse uma voz grossa e medonha.
- Desculpe, amigo Coelho! O meu melhor amigo foi cortado! - disse Raul.
- E que mal faz? Mais de mil árvores derrubadas, jogadas no chão todos os dias! Cansei de salvar tudo e todos e nem sequer ganhar um pequeno agradecimento, ou um gesto de afeto.
- Ei, escuta antes de falar! Os humanos vão construir, naquele local, uma coisa igual àquela. - disse Raul, apontando para a indústria que ali havia.
- Ah, uma indústria? Tomara que utilizem filtros nas chaminés! - disse a figura estranha ainda dentro do quarto escuro.
- Este não é o único problema! E os habitats dos animais? - perguntou Raul, com indignação.
- É... tens razão. Infelizmente, não podemos fazer nada, tu és um esquilo e eu sou um coelho.
Raul saiu daquela casa e voltou para a floresta. Viu tudo destruído, inclusivé, o tronco de Basílio.
Por fim, suspirou:
- Nunca pensei ver a minha “casa” destruída. E agora?
Por fim, suspirou:
- Nunca pensei ver a minha “casa” destruída. E agora?
Acede aqui ao padlet!
Davi Fernandes 8ºC.

Comentários
Enviar um comentário